A primeira noite de Hollywood Week em American Idol 24 entregou tudo o que os fãs esperavam: muita tensão, performances acirradas e, claro, cortes dolorosos. Entre 127 vozes aprovadas em audições, apenas 30 seguiriam adiante, tornando cada erro fatal.
Nem mesmo o trio de jurados Lionel Richie, Carrie Underwood e Luke Bryan escondeu o desafio de dispensar talentos. Ainda assim, cinco eliminações chamaram atenção pela surpresa e pelo potencial desperdiçado. A seguir, revisitamos cada apresentação para entender o que faltou a esses candidatos na busca pelo topo.
Khloe Grace: emoção que não alcançou a técnica
Com apenas 15 anos, Khloe Grace chegou à fase de Nashville como promessa de renovação para o programa. Sua audição, marcada pela autoral “Forever 13”, rendeu lágrimas e elogios sobre maturidade artística. No palco da Hollywood Week, porém, a adolescente optou por “Stay”, do Sugarland, e sentiu a pressão logo nos primeiros segundos.
Luke Bryan apontou nervosismo evidente e observou que a voz “soou a idade” de Khloe até que, nos instantes finais, ela finalmente se encontrou. A instabilidade, contudo, pesou mais do que o potencial. A jovem saiu de cena agradecendo a experiência, mostrando a mesma elegância que comoveu o público. Ficou claro que, apesar de tocar corações, faltou consistência vocal para convencer os jurados de que ela já está pronta.
Brett Carlisle e a armadilha do rock clássico
Quem viu Brett Carlisle soltar os agudos de “House of Broken Love” na audição jurava que o vocalista de 28 anos, conhecido por integrar a lendária Great White, navegaria sem sustos. Mas “Still of the Night”, do Whitesnake, revelou outra história. O público vibrou, Brett se empolgou – e perdeu o compasso.
Carrie Underwood, fã declarada do estilo, notou “hiccups” que não combinam com a experiência de palco do cantor. Luke, perplexo, questionou as falhas de tempo em um repertório teoricamente familiar a Brett. O próprio admitiu que o coro da plateia o desconcentrou. O rock voltou a ficar órfão no programa, deixando Carrie lamentando a perda de seus “rockers”.
Livy: carisma de sobra, escolha de repertório em desalinho
Carismática, a garçonete de 22 anos de Shinnston, West Virginia, encantou os jurados quando levou pãozinho de cortesia do Texas Roadhouse e ousou cantar “Love Wins”, hit de Carrie Underwood. Na primeira etapa em Nashville, prometeu ouvir as críticas e controlar a potência vocal.
Na prática, escolheu “Versace on the Floor”, de Bruno Mars, adicionou passos sensuais e quase fez Luke Bryan cair da cadeira, literalmente. Lionel Richie elogiou o entretenimento, mas destacou que repertório futuro seria crucial. O aviso veio tarde: Livy não avançou. Ela aceitou o veredito com bom humor e voltou às mesas do restaurante, mas sua saída mostra que, em American Idol 24, presença de palco não supera arranjo mal calculado.
Carmen Lorell e Vincent Fondale: confiança abalada, vozes silenciadas
Carmen Lorell Martin, 20 anos, tinha duas missões: provar que era mais do que a sobrinha de Britani Bateman, do reality The Real Housewives of Salt Lake City, e incorporar a “energia” pedida pelos jurados. Ela arriscou “Heartbreaker”, de Pat Benatar, porém a execução saiu truncada. Carrie sentiu que a competidora “corria atrás” da música o tempo todo; Luke temeu que ela desmaiasse. A cantora reconheceu as falhas em lágrimas, mas reforçou que seguirá perseguindo seus objetivos.
Na mesma leva de cortes, Vincent Fondale também tropeçou. Aos 26 anos, o integrante da banda Recess havia ganhado aplauso em pé de Carrie com o original “The Sound of Giving Up”, mas Luke Bryan não se deixou levar – achou a interpretação pouco emotiva. Durante Hollywood Week, Vincent foi incluído em um segmento sobre candidatos que sucumbem ao overthinking. Sua apresentação completa não foi exibida, o que aumentou o mistério sobre onde, exatamente, errou. Mesmo assim, o resultado foi implacável: fora da competição.
O corte mais duro da história do programa
A edição confirmou a maior redução de participantes já vista: de 127 para apenas 30 nomes. Quem sobreviveu embarca para o Havaí, onde a recém-criada “Ohana Round” promete elevar a barra de exigência — etapa detalhada no especial da Azza Boutique sobre o Top 30 de American Idol 24.
Enquanto isso, fãs especulam se alguns dos eliminados retornarão em edições futuras, à semelhança da trajetória de evolução vista com Sheldon Riley na franquia. Seja qual for o destino, a noite provou que talento bruto precisa se alinhar a escolhas certeiras de repertório e domínio emocional — sob pena de perder espaço na bancada, mesmo diante de um Lionel Richie em clima paternal.
