Desde a estreia da décima quarta temporada de The Masked Singer, um competidor tem chamado atenção do público e dos jurados: o enigmático 14 Karat Carrot. Com uma voz potente e presença de palco inegável, o personagem chegou como Wild Card e rapidamente virou favorito, mas sua verdadeira identidade continua um mistério na bancada.
Enquanto a plateia vibra com as performances, os jurados Robin Thicke, Jenny McCarthy-Wahlberg, Ken Jeong e Rita Ora seguem acumulando palpites — e, até agora, nenhum deles parece ter chegado perto do nome que ganha força nos bastidores: o do juiz aposentado Greg Mathis.
Performances cheias de alma colocam 14 Karat Carrot no topo
O coelho dourado não economizou energia logo na estreia, durante a noite dedicada às Tartarugas Ninja. A escolha de Hold On, I’m Comin’, clássico de Sam & Dave, ressaltou um timbre carregado de soul que fez toda a arena levantar. Nick Cannon, mais uma vez à frente da apresentação, aproveitou a deixa para brincar com o contraste entre o figurino cartunesco e a interpretação madura.
Na semana seguinte, em clima de “Twilight Night”, 14 Karat Carrot voltou com Tainted Love, famosa na voz de Gloria Jones. A versão trouxe arranjos modernizados, riffs precisos e notas agudas que sustentaram a teoria de que o participante tem experiência profissional fora do universo musical — algo típico em The Masked Singer, onde atletas, humoristas e até políticos já subiram ao palco mascarados.
Jurados colecionam palpites sem acertar o alvo
Robin Thicke logo imaginou lendas da Motown, como Al Green ou Otis Williams, devido à pegada clássica da primeira apresentação. Rita Ora navegou pela mesma década ao citar Verdine White, do Earth, Wind & Fire. Ken Jeong, sempre pronto para um comentário cômico, lançou o nome de Morgan Freeman apenas para arrancar risos da plateia.
Com o segundo show, as especulações ganharam outras cores. Lionel Richie, Jermaine Jackson e Ron Isley surgiram na conversa, mas nada fez o painel cravar um nome convincente. A essa altura, fãs nas redes sociais já apontavam para Greg Mathis, veterano da TV judiciária, cujas conquistas ecoam nos pacotes de pistas exibidos antes de cada canção.
Pistas costuram carreira e vida de Greg Mathis
Entre malas cheias de cenouras e balanças da justiça estampadas em pochetes, os indícios entregues pela produção parecem desenhar o currículo de Mathis. O ex-magistrado comandou seu tribunal televisivo por 24 temporadas, feito lembrado em um grafite que dizia “Longest Running” e no letreiro “24K” — alusão direta a esse período no ar.
Outro detalhe que pesa é a constelação dourada com o nome do personagem, pista quase explícita sobre a estrela conquistada por Mathis na Calçada da Fama de Hollywood em 2022. No mesmo vídeo, um cesto de legumes marcado pela palavra “Family” remete ao reality Mathis Family Matters, que acompanha o cotidiano do clã.
História pessoal reforça a teoria e confere camadas dramáticas
Além das referências à carreira, o roteiro de pistas faz um mergulho na juventude conturbada do possível candidato. O boneco fala em “errar o caminho”, “tocar o fundo do poço” e, depois, “tomar as rédeas do destino”, narrativa que espelha a trajetória de Mathis — preso ainda adolescente, resgatado pelo incentivo da mãe e, posteriormente, formado em Direito.
A menção a Detroit surge em uma van de “Mowtown Landscaping”, trocadilho que liga o ex-juiz à capital da Motown. Já a história romântica contada na “Twilight Night”, em que 14 Karat Carrot encontra a parceira na universidade e precisa conquistá-la com serenatas, coincide com o relato público de Mathis sobre o início do namoro com Linda na Eastern Michigan University.
Produção, ritmo e impacto no palco de The Masked Singer
A direção de palco desta temporada, conduzida pelo showrunner Craig Plestis, acerta ao equilibrar espetáculo e mistério. Cada pacote de pistas surge como minirroteiro, rico em detalhes visuais que remetem à vida do competidor, mantendo o público engajado sem sacrificar o andamento das apresentações.
Os arranjos, assinados por uma equipe de produtores musicais internos, oferecem base sólida para que vozes não treinadas na música pop tradicional brilhem com segurança. No caso de 14 Karat Carrot, os metais e backing vocals sublinham um grave encorpado, gerando um clima de soul retrô que lembra, de longe, a atmosfera criada quando Calla Lily encantou outra temporada — história que Teddi Mellencamp revelou em entrevista sobre bastidores (confira os bastidores de Calla Lily).
Essa consistência sonora reforça a impressão de que, mesmo não sendo cantor profissional, o intérprete do coelho dourado tem domínio de palco suficiente para avançar rumo à final e, quem sabe, repetir o feito de outros competidores que evoluíram dentro de realities, como demonstrou a jornada de Sheldon Riley no American Idol 24 (entenda a evolução de Sheldon Riley).
Entre uma aposta e outra, The Masked Singer mantém o suspense como sua moeda mais valiosa. A rotina de especulações também respinga em outros realities do canal, criando ecos que chegam aos fãs de franquias como The Real Housewives of New Jersey, onde até trégua natalina vira notícia (veja como a trégua mexe com a temporada).
No fim, a figura de 14 Karat Carrot confirma que The Masked Singer continua a ser um espaço fértil para cruzar universos improváveis. Se a máscara realmente esconde Greg Mathis, o reality terá somado não apenas mais um troféu de audiência, mas uma das histórias de superação mais consistentes já vistas na franquia — e isso, para quem acompanha o Azza Boutique, vale cada minuto diante da TV.
